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O gato se esticou inteiro como de costume e pulou da cama. Quase sempre dormia junto com Ana e João, principalmente quando estava frio. Eles o deixavam quente, mesmo que às vezes interrompessem seu sono, porque os humanos tinham o péssimo hábito de mexer as pernas enquanto dormiam.

Correu para caixa de areia e tratou de se aliviar. Era uma criatura de hábitos. De certos luxos jamais abriria mão, como ter uma caixa de areia sempre limpa e disponível. Como fome, o gato procurou a vasilha de comida, mas a encontrou tão vazia quanto estava seca a fonte de água. Teriam as pessoas se esquecido dele? Primeiro acordou Ana, roçando a barriga na mão dela. Depois foi a vez de João. Fora preciso algo mais radical como lamber as orelhas do rapaz.